A maioria dos empresários olha para o extrato bancário e acha que isso é gestão financeira. Não é. O extrato diz quanto você tem — não quanto você ganha, nem por quê está sobrando ou faltando dinheiro.
O DRE — Demonstrativo de Resultado do Exercício — é o documento que responde essas perguntas. E você não precisa ser contador para entendê-lo.
O que é o DRE?
O DRE é um resumo de tudo que aconteceu financeiramente na sua empresa em um período — normalmente um mês. Ele mostra, em ordem, quanto você faturou, quanto gastou para gerar esse faturamento, e quanto sobrou no final.
A estrutura básica é essa:
Receita bruta — tudo que entrou de vendas ou serviços.
Deduções — impostos sobre a venda, devoluções.
Receita líquida — o que sobra depois das deduções.
Custos — gastos diretamente ligados ao produto ou serviço.
Lucro bruto — receita líquida menos custos.
Despesas — aluguel, salários, marketing, administrativo.
Lucro operacional — o que realmente sobra das operações.
O que o DRE revela que o extrato esconde
Imagine que sua empresa faturou R$80.000 em março e você tem R$60.000 na conta. Parece ótimo. Mas se o DRE mostrar que seus custos foram R$50.000 e suas despesas R$35.000, você teve prejuízo — e o saldo positivo é porque recebeu adiantamentos de abril.
Sem o DRE, você toma decisões baseado em ilusão. Com ele, você enxerga a realidade.
Como começar
Você não precisa de um software caro. Uma planilha simples com as categorias acima já resolve para a maioria das PMEs. O importante é lançar os dados todo mês e ler o resultado com atenção.
Três perguntas para fazer toda vez que olhar o DRE:
1. Minha margem bruta está crescendo ou caindo?
2. Minhas despesas estão crescendo mais rápido que minha receita?
3. Meu lucro operacional é suficiente para o que preciso investir?
Essas três perguntas já colocam você à frente de boa parte dos empresários do mercado.
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