Como construir um currículo que passa pela triagem e chega na entrevista

A maioria dos currículos nunca é lida por um ser humano. São filtrados por sistemas automáticos ou descartados em menos de 10 segundos por um recrutador que tem 200 outros na fila. Entender isso muda completamente como você escreve o seu.

O erro mais comum: currículo genérico para vagas específicas

Profissionais mantêm um único currículo e enviam para todas as vagas. Resultado: nenhum currículo é específico o suficiente para se destacar em nenhuma posição.

Um bom currículo não é o mais completo. É o mais relevante para aquela vaga específica. Isso significa adaptar linguagem, destacar experiências alinhadas ao que a empresa pediu e usar palavras-chave que o sistema de triagem vai buscar.

Estrutura que funciona

Resumo profissional no topo. Três ou quatro linhas que respondem: quem você é, o que faz bem e o que está buscando. Direto. Sem frases genéricas como “profissional proativo com foco em resultados”.

Experiências com resultados, não com funções. A diferença entre “responsável pelo time de vendas” e “liderou equipe de 8 pessoas e cresceu a carteira em 34% em 12 meses” é enorme. O segundo diz o que o primeiro tenta sugerir.

Formação e certificações relevantes. Coloca o que é relevante para a vaga. Curso de Excel de 2009 provavelmente não agrega nada. MBA ou especialização na área tem peso.

Informações de contato visíveis. Parece óbvio, mas currículos chegam sem telefone, com email desatualizado ou sem LinkedIn. Dificulte o mínimo possível o contato.

Formato e apresentação

Uma página para quem tem menos de 10 anos de experiência. Duas páginas, no máximo, para quem tem mais. Fonte legível, espaçamento adequado, sem tabelas que quebram nos sistemas de leitura automática.

PDF é o formato padrão. Garante que o layout não vai variar dependendo do sistema que abre.

O currículo abre a porta, não fecha a venda

O objetivo de um currículo é uma coisa só: ser chamado para a entrevista. Não é onde você conta tudo. É onde você mostra o suficiente para gerar interesse. O resto acontece na conversa.

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